Eu sou uma das pessoas que sempre que chega ao Rio de Janeiro tem a certeza de que sua melhor definição é mesmo Cidade Maravilhosa. Sempre que vou até lá o encanto se repete: me surpreendo incansavelmente com a beleza peculiar daquele lugar.
Não quero aqui ignorar seus problemas e suas infelicidades, que, aliás, estão presentes em todo lugar. Quero, sim, chamar atenção para o que lá existe de especial, e que não pode ser esquecido. Costumo dizer que o que o Rio tem de feio e de indesejável, outras grandes cidades também o tem. Entretanto, o que lá existe de belo, só existe lá. O conjunto de coisas que compõe a atmosfera carioca é único e incomparável.
Nem as tragédias que a mídia por vezes maximiza e faz questão de enfatizar, e nem a marcante e contraditória coexistência da opulência e da miséria material e humana são capazes de ofuscar o que, antes de tudo, é simplesmente encantador.
Há motivos diversos para fascínio, e a mim parece óbvio demais o porquê de ali ser o principal cenário da televisão brasileira, a inspiração de filmes estrangeiros e de tantas músicas; o palco das artes e o destino tanto dos aventureiros como dos casais apaixonados. Daquela mistura perfeita entre gente, natureza, arquitetura, sol, céu, mar, cultura, história, samba, futebol... enfim, a conclusão só pode ser uma: sim, a cidade é mesmo maravilhosa! E brasileira!